sábado, 12 de maio de 2012

OS TRÊS CONSELHOS


Os Três Conselhos

Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior.
Um dia o marido fez a seguinte proposta a esposa :
— Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável.
Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e, enquanto estiver fora, seja fiel a mim, pois eu serei fiel a você.
Assim sendo o jovem saiu.
Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda.
O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito.
Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito.
O pacto seria o seguinte :
— Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o Senhor me dispensa das minhas obrigações.
— Eu não quero receber o meu salário.
Peço que o Senhor o coloque na poupança, até o dia em que eu for embora. - No dia em que eu sair o Senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho.
Tudo combinado.
Aquele jovem trabalhou durante vinte anos, sem férias e sem descanso.
Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse :
— Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa.
O patrão então lhe respondeu :
— Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes, quero lhe fazer uma proposta, tudo bem ?
— Eu lhe dou todo o seu dinheiro e você vai embora ou eu lhe dou três conselhos e não lhe dou o dinheiro e você vai embora.
Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos e se eu lhe der os conselhos eu não lhe dou o dinheiro.
— Vá para o seu quarto, pense e depois me de a resposta.
Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe :
— Quero os três conselhos.
O patrão novamente frisou :
— Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro.
E o empregado respondeu :
— Quero os conselhos.
O patrão então lhe falou :
01) Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida;
02) Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal;
03) Nunca tome decisões em momentos de ódio ou de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.
Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim:
— Aqui você tem três pães, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa.
O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava.
Após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou :
— Pra onde você vai ?
Ele respondeu :
— vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por esta estrada.
O andarilho disse-lhe então :
— Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que "é dez" e você chega em poucos dias.
O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal.
Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.
Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão à beira da estrada, onde pôde hospedar-se.
Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir.
De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor.
Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito.
Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho.
Voltou, deitou-se e dormiu.
Ao amanhecer, após tomar o café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido.
O hospedeiro disse :
E você não ficou curioso ? ele disse que não.
No que o hospedeiro respondeu :
— Você é o primeiro hóspede a sair vivo daqui, pois meu filho tem crises de loucura; grita durante a noite e quando o hospede sai, mata-o e enterra-o no quintal.
O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa.
Depois de muitos dias e noites de caminhada...
Já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa.
Estava anoitecendo , mas ele pôde ver que ela não estava só.
Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando os cabelos.
Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade.
Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho.
Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão.
Ao amanhecer, já com a cabeça fria ele disse :
— Não vou matar minha esposa e nem o seu amante.
Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta.
Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre fui fiel a ela.
Dirigiu-se à porta da casa e bateu.
Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira ao seu pescoço e o abraça afetuosamente.
Ele tenta afastá-la, mas não consegue.
Então com lágrimas nos olhos, lhe diz :
— Eu fui fiel a você e você me traiu...
Ela espantada lhe responde :
Como ? Eu nunca te trai, esperei durante esses vinte anos.
Ele então lhe perguntou :
— E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer ?
E ela lhe disse :
— Aquele homem é nosso filho.
— Quando você foi embora, descobri que estava grávida.
Hoje ele está com vinte anos de idade.
Então o marido entrou, conheceu, abraçou seu filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café.
Sentaram-se para tomá-lo e comer juntos o último pão.
Após a oração de agradecimento, com lágrimas de emoção, ele parte o pão e ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação.
Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade...
Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará...
Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois...
Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses três conselhos e não se esqueça também, de CONFIAR (mesmo que a vida muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança).

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O FAZENDEIRO E O CAVALO


O Fazendeiro e o Cavalo – História de Motivação Pessoal

Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda.Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda.
Um dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado.
O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o cavalo de lá. O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente, avaliou a situação, certificando-se que o animal não se havia machucado.
Mas, pela dificuldade e alto custo para retirá-lo do fundo do poço, achou que não valia a pena investir na operação de resgate.
Tomou, então, a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo.
E assim foi feito: os empregados, comandados pelo capataz, começaram a lançar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo.
Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, os animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo.
Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que, finalmente, conseguir sair.
Sabendo do caso, o fazendeiro ficou muito satisfeito e o cavalo viveu ainda muitos anos servindo, fielmente, a seu dono na fazenda.
Se você estiver “lá embaixo”, sentindo-se pouco valorizado, quando, certos de seu “desaparecimento”, os outros jogarem sobre você a “terra da incompreensão, da falta de oportunidade e de apoio”, lembre-se desta história.
Não aceite a terra que jogaram sobre você, sacuda-a e suba sobre ela.
E quanto mais jogarem, mais você vai subindo… subindo… subindo …

QUANDO DEUS QUER!!!





 QUANDO DEUS QUER!!!

Uma senhora muito pobre telefonou para um programa cristão de rádiopedindo ajuda.
Um bruxo do mal que ouvia o programa resolveu pregar-lhe uma peça.

Conseguiu seu endereço, chamou seus secretários e ordenou que fizessem

uma compra e levassem para a mulher, com a seguinte orientação:

- Quando ela perguntar quem mandou, respondam que foi o DIABO!

Ao chegarem na casa, a mulher os recebeu com alegria e foi logo

guardando alimentos.

Os secretários do bruxo, conforme a orientação recebida, lhe perguntaram:

- A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas?

A mulher, na simplicidade da fé, respondeu:

- Não, meu filho. Não é preciso. Quando Deus manda, até o diabo

obedece!

VIVA DEUS E NINGUÉM MAIS


"Viva Deus e ninguém mais!"

Era uma vez um casal de velhos muito unidos e religiosos. O velho, que era pescador, só falava dizendo um versinho assim:

Viva Deus e ninguém mais,
Quando Deus não quer,
No mundo nada se faz!
Tanto dizia que acabou chegando aos ouvidos do rei, que era orgulhoso por demais. Aborreceu-se muito e mandou chamar o velho pescador. Este, logo subindo a escadaria, e mesmo na presença dele, foi dizendo o versinho:
Viva Deus e ninguém mais,
Quando Deus não quer,
No mundo nada se faz!
Aí é que o rei ficava furioso com aquele atrevimento. Deu ao pescador um anel muito precioso e disse que voltasse quinze dias depois, trazendo a jóia.
O pescador entregou o anel à mulher, recomendando muito e continuou na sua vida ao mar. O rei mandou um criado de confiança comprar o anel. A velha não queria vender, mas o criado tanto dinheiro ofereceu que a velha ficou tonta e vendeu o anel. O criado entregou o anel ao rei e este, por segurança, atirou-o ao mar.
Quando o velho voltou e achou tanto dinheiro em casa e soube da verdade, botou as mãos na cabeça, vendo que estava morto. Não deixou de ir pescar na madrugada e, logo no primeiro lanço de tarrafa, trouxe um peixe grande e gordo que ele separou para sua ceia. Voltando, vendeu os peixes e mandou preparar o tal peixe.
Assim que a velha abriu a barriga do peixe encontrou o anel. Levou-o ao marido que não tinha deixado de dizer o seu "Viva Deus e ninguém mais..."
No dia marcado o pescador subiu as escadas do palácio e quando o rei pediu a jóia, o velho a entregou, limpinha como a tinha recebido. O rei ficou assombrado e disse:
- "O senhor tem toda a razão. Viva Deus e ninguém mais, quando Deus não quer, no mundo nada se faz".
Deu-lhe muito dinheiro e despediu-o.
O velho voltou e morreu com mais de cem anos, sempre cantando o verso:

Viva Deus e ninguém mais,
Quando Deus não quer,
No mundo nada se faz!
***
Contado por Clotilde Caridade Gomes – Natal/RN, registrado por Luís da Câmara Cascudo, em "Contos tradicionais do Brasil".